A igreja luterana da Finlândia acaba de eleger a sua “primeira” mulher bispo:
Irja askola - bispa de helsinki

Irja Askola será a próxima bispo de Helsínquia.
É impressão minha ou a maior parte dos que estavam excitados com a possibilidade de ter uma mulher como bispo não são membros da igreja?

Correio net finlandia Em Abril o mundo ficou a saber que os correios da Finlândia pretendiam abrir digitalizar toda a correspondência, incluindo mensagens pessoais, de um grupo de pessoas seleccionado. A notícia propriamente dita é a possibilidade de a privacidade do correio, tida como inviolável, poder estar sujeita aos humores dos empregados da Itella:

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Ia para escrever sobre a aderência do jornal da igreja católica às técnicas de direct mail quando me caiu esta nos feeds: Widespread Sexual Abuse Linked with Lutheran Church.

The newspaper Helsingin Sanomat reports on Saturday that widespread sexual abuse, mainly of children, has taken place in Finland’s leading religious community, the Evangelical-Lutheran Church.

More than 20 cases have come to the knowledge of people in the church who have been asked to investigate the matter. Over the decades, the number of victims in church circles is estimated at over 100, and the number of perpetrators is believed to be in the dozens, says child welfare expert Johanna Hurtig. She also believes that the cases that have come to light are but the tip of the iceberg.

(…)In two cases from many years back, a victim claims that a bishop at the time had downplayed the matter and covered it up. YLE News

Para todos aqueles que apontam o celibato como a principal razão dos abusos no seio da igreja relembro que os pastores da igreja luterana finlandesa são (ou podem ser) casados, divorciados, boa parte são mulheres, teve durante alguns meses uma vicária transsexual e se prepara para eleger a primeira mulher bispo. A modernidade não é tudo, pois não?

Voltando ao direct mail, o jornal da igreja é enviado a todos os domicílios de membros da igreja católica e também um convite a um pagamento voluntário. A originalidade está nos dados de pagamento que contemplam uma data limite para o pagamento, fazendo com este passe por uma factura normal. Quem não lê o texto (onde se explica em 3 línguas que o pagamento é voluntário) naturalmente assume que a factura é mesmo para pagar.
Calculo que outras organizações que dependam de pagamentos voluntários façam o mesmo. Esperto, não é?

Dos finlandeses, diz-se que seriam o povo perfeito para um ditador: obedientes e pouco dados a questionar a autoridade. Eu acredito que nós portugueses não somos muito diferentes. Não temos é a capacidade para permanecer indiferentes ao poder, pelo que a ditadura apodreceria por dentro.

Diferença assinalável: o finlandês evoluí. Enquanto nós continuamos presos aos formalismos das nossas regras e normas o finlandês interpreta a situação e, no uso da sua competência decide. Imaginem um polícia a pensar pela sua cabeça nesta situação: «A polícia suspendeu a deportação de duas avós por haver indícios de que a lei poderá mudar em breve» (em virtude destes dois casos) YLE.

Talvez seja só a mim que coisas destas surpreendem, não sei. Mas imaginem a mesma situação em Portugal. Aliás, podem estar recordados de situações similares num passado recente. O que faz o executor? Executa. «Eu por mim não o quero, é até absurdo, mas a lei é dura; a lei é lei.»