Olhando para o que está por aqui pode parecer que não, mas por vezes o decisor central tem boas ideias – e executa-as. Por exemplo, as férias de inverno dos putos. Ignoremos o facto de tal ser um desperdício tremendo que obriga a que as famílias se revezem para manter os seus putos ocupados ou tirem férias e de-mo-las como um dado adquirido.

As férias de inverno decorrem durante esta semana. Quer dizer, esta semana para quem está no sul do país. No centro as férias são na próxima semana e no norte (para onde toda a gente costumava ir) são daqui a duas semanas. Não sei se foi essa a razão, mas desconfio que a ideia foi permitir que parte do país entrasse em férias e outra continuasse a trabalhar. Uma parte servia e outra era servida. E os que fazem férias revezam-se para não forçar a ocupação dos hotéis e centros de lazer. Inteligente, não é?

Acho muito bem. O brandy é bem melhor. Ou conhaque, ou rum velho. Ou até espumante. Poder-se-à dizer, qualquer vinho, desde que seja bom, a acompanhar uma boa refeiçäo. 8)

É bom sinal, é sinal de que o rapaz se está a civilizar. Vodka/Viina, que ganda porcaria! 😡

O quê? Esperem… parece que afinal ele vai deixar de beber bebidas alcoólicas! 😯
Estamos lixados! Pois se o ano passado ele começou a cortar na pinga e foi o que se viu, entäo agora que vai passar a abstémio, deixa de saber completamente conduzir!
Ai valha-nos S. Gil Vilanova Mártir! 😕

Conhecem aquelas acções e propósitos destinados a promover a igualdade entre os sexos, como as quotas e medidas de afirmação das mulheres? Não só as mulheres continuam a ganhar menos de 80% que os homens e a ser vítimas da descriminação, sobretudo no sector privado como tem alguns efeitos secundários:

A new doctoral thesis claims that almost all men in Finland at some point in their lives are the victims of sex discrimination.

According to Pasi Malmi, a Licentiate in Administrative Sciences, the discrimination gets side-stepped in the name of sexual equality.

(…)Malmi’s research looks at 800 complaints and a number of surveys on gender equality discrimination. Malmi says sex discrimination takes place both in and outside of the work place.

Diz a Nokia: “ou vocês fazem uma lei tipo para podermos fazer como na China (espiolhando totalmente os nossos empregados), ou nós mudamo-nos… para a China, evidentemente, porque lá é corriqueiro”. E os políticos finlandeses, a começar pelo 1.o Ministro Banana, perdäo, Vanhanen, aceitam de calças arreadas.
Nem importa que vá contra a Constituiçäo nem contra certos Direitos Humanos!
(ver aqui mais pormenores, em inglês)
Para que serve tal lei? Para evitar fugas de informaçäo? Como se os prevaricadores näo pudessem usar, VEJAM BEM, coisas do tipo… aaam… CORREIO ELECTRÓNICO PESSOAL, TELEMÓVEIS,e outros complicados esquemas deste tipo.
E como neste país a lei é igual para todos, qualquer provedor de Internet (biblioteca, prédio, …) poderá aceder aos teus dados pessoais, caro leitor.

Agora entendo… o BigBosta era só para o pessoal se ir habituando à ideia…

Pensamentos acerca do tema:
– Quererá a Finländia ter como empresa-bandeira tais mänfios que espiolham os empregados e ameaçam despudoradamente um Estado que os financia ad eternum?
– Existirá um movimento de “BOYCOTT NOKIA” e “NOKIA IS EVIL”?
– Ver-se-äo cartazes pelo Mundo fora com “FREE FINLAND”?
– Que pensa o povo?
É que se para eles tudo bem, só me resta afirmar que merecem ser tratados como na China…

Há um texto irritante que circula por email e, por via destes, nos blogs que pretende apresentar uma comparação entre portugal e a finlândia na educação.

O texto deve ter sido inspirado numa visita de estudo a uma escola modelo ou num documento dos burocratas dos ministério da educação finlandês. Na realidade, é que ele não foi. Só para dar um exemplo o primeiro ponto da lista “1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;” não tem ponta por onde se lhe pegue.

Na Finlândia as turmas têm, seguramente, mais do que 12 alunos. Existe até, pelo menos um caso, de uma turma de 35 alunos. Imaginem a irresponsabilidade e o dano permanente que tal causaria naqueles alunos se este fosse um caso isolado perante um mar de escolas com turmas de 12 alunos – aqueles cidadãos estariam à partida marcados como de segunda classe e destinados a ver outros estudantes passar-lhes à frente por directa negligência da escola.
Não acho nada positivo que haja mais 5 ou 10 alunos nessa turma ou escola do que nas restantes, mas por aqui se vê quão longe da realidade está a comparação.

O ensino na Finlândia é indubitavelmente melhor do que aquele que recebem os portugueses mas é irrelevante e até contraproducente basear a crítica num modelo não aplicável, fortemente apoiado num ensino superior de qualidade e que neste caso concreto não passa de uma mistificação.
Clique para ler mais críticas à comparação.