Boas notícias para os apreciadores de bom café!

Café a 1€ em HKIEncontrei já dois-sítios-dois em que um café a sério (vulgo, bica, cimbalino, expresso) custa apenas e só 1 €!!! O primeiro a despertar-me a atenção foi o Picnic Express (engraçada coincidência) na “praça” do “túnel da Estação”. Foi já depois de ter tomado em casa, logo não verifiquei a qualidade. Mas hoje, ao querer lá ir, mas tomando o túnel errado, deparei-me com uma bela surpresa (que como todas as melhores surpresas, vêm em embalagens pequenas), o Syria Café (ou algo do género), cafézito e loja alimentar exótica “de canto”, que serve também bicas a 1€, feito na máquina própria (nada de automatismos)! Maravilha!
Ainda tenho o gostinho na boca após 3 horas, sinal da qualidade.

Fiz um bonheco manhoso esquemático, que espero ajude os desesperados (como eu) por café a sério!!!

abc finlandNo outro dia a edição local do Metro publicou uma crónica humorística de um dos seus redactores intitulada ABC of Finland. A peça estava em inglês mas era claramente dirigida aos locais (a maior parte das piadas não fazem sentido para quem não conhece o país, a cidade e as suas gentes). Ainda que sob o risco de deixar os leitores a ver navios não resito a partilhar aqui para aqueles que conhecem – ou julgam que conhecem a Finlândia.

Continue a ler o ABC da FINLÂNDIA

(A partir de Anexação)

Helsínquia quer expandir o seu parque habitacional. Ora bem, por onde se começa?

Por urbanizar zonas como as de Viiki, onde Helsínquia mantém campos de cultivo (sim, meus caros, eiras de cereal numa cidade que se autodenomina “cosmopolita”) , reformular áreas habitacionais deprimentes (Jakonmäki de blocos acimentados, Konttula de arvoredo, e quejandos), ou pura e simplesmente invocar “espaço vital”–à boa maneira da Alemanha Nazi–e roubar terreno aos vizinhos? Pois, vai-se pela última, afinal, Helsínquia está acima de tudo neste país.

Mas porque raio vão a Sipoo? Causa engulhos que a rapaziada não queira freneticamente construir, mas ao invés manter-se pacata e ecológica? Não terão eles o direito de se diferenciarem exactamente por não ser Helsínquia, ou de fazer o que querem dentro da sua cidade? Não, nós é que sabemos como vos deveis desenvolver, diz Helsínquia–à boa maneira colonialista.

Não, não é questão de Helsínquia estar saturada e Sipoo não querer construir. Se assim fosse, há muito terreno em Vantaa, e o ideal seria mesmo juntar as duas cidades. Acabava-se com problemas de espaço para construção de fogos, fazia-se o metro até Tikkurila, o comboio até ao aeroporto, era bom para todos.

A questão é que o que está saturado em Helsínquia é a linha de costa. Até parece que vão construir cogumelos junto ao mar para albergar os 10.000 novos habitantes que Helsínquia justifica para querer mais costa território ainda. É vergonhosa a hipocrisia.

sipoon alue  helsinkiinA cidade de Helsínquia decidiu que precisa de crescer e encontrou na vizinha e pacífica Sipoo a vítima o parceiro ideal: A área a laranja no mapa vai passar para a posse de Helsínquia se o Supremo não colocar entraves.
Protestaram os cidadãos de Sipoo, 93% votaram contra em referendo organizado pela cidade mas de pouco lhes valeu: o governo acedeu às pretensões da capital por 8 votos contra 4. Democracia em acção…

Helsínquia argumenta que precisa da área para expandir o seu parque habitacional. Os habitantes da pacata cidade preferiam não ver a sua reserva transformada em dormitório da capital, para mais quando algumas áreas da parte oriental da cidade nem por isso são recomendáveis.

No meio fica Vantaa, que não só aceitou ceder o território a amarelo que separa as duas cidades como já antes cedera Vuosaari, a área mais oriental da capital. Desconfio que em Vantaa nem por isso se importariam muito em ser anexados por completo a Helsínquia.

helsinki14.jpg

Com míngua de portugueses, mas com fartura de febras e linguiça grelhada, foi mesmo assim: um picnic Lusofin com portas abertas para representantes da Espanha, Checoslováquia, Finlândia e África do Sul! Só faltou o Casal Garcia para acabar de conquistar a malta.

Fez-se ainda publicidade às sopas de cavalo cansado, lembrando um idílico passado da vida rural nortenha. No final do encontro, os dois cinco sete representantes da lusa comitiva distribuíram como lembrança vários lombos de porco grelhado, congratulando-se mutuamente pelo sucesso do evento.