Dos finlandeses, diz-se que seriam o povo perfeito para um ditador: obedientes e pouco dados a questionar a autoridade. Eu acredito que nós portugueses não somos muito diferentes. Não temos é a capacidade para permanecer indiferentes ao poder, pelo que a ditadura apodreceria por dentro.
Diferença assinalável: o finlandês evoluí. Enquanto nós continuamos presos aos formalismos das nossas regras e normas o finlandês interpreta a situação e, no uso da sua competência decide. Imaginem um polícia a pensar pela sua cabeça nesta situação: «A polícia suspendeu a deportação de duas avós por haver indícios de que a lei poderá mudar em breve» (em virtude destes dois casos) YLE.
Talvez seja só a mim que coisas destas surpreendem, não sei. Mas imaginem a mesma situação em Portugal. Aliás, podem estar recordados de situações similares num passado recente. O que faz o executor? Executa. «Eu por mim não o quero, é até absurdo, mas a lei é dura; a lei é lei.»

