Ia para escrever sobre a aderência do jornal da igreja católica às técnicas de direct mail quando me caiu esta nos feeds: Widespread Sexual Abuse Linked with Lutheran Church.

The newspaper Helsingin Sanomat reports on Saturday that widespread sexual abuse, mainly of children, has taken place in Finland’s leading religious community, the Evangelical-Lutheran Church.

More than 20 cases have come to the knowledge of people in the church who have been asked to investigate the matter. Over the decades, the number of victims in church circles is estimated at over 100, and the number of perpetrators is believed to be in the dozens, says child welfare expert Johanna Hurtig. She also believes that the cases that have come to light are but the tip of the iceberg.

(…)In two cases from many years back, a victim claims that a bishop at the time had downplayed the matter and covered it up. YLE News

Para todos aqueles que apontam o celibato como a principal razão dos abusos no seio da igreja relembro que os pastores da igreja luterana finlandesa são (ou podem ser) casados, divorciados, boa parte são mulheres, teve durante alguns meses uma vicária transsexual e se prepara para eleger a primeira mulher bispo. A modernidade não é tudo, pois não?

Voltando ao direct mail, o jornal da igreja é enviado a todos os domicílios de membros da igreja católica e também um convite a um pagamento voluntário. A originalidade está nos dados de pagamento que contemplam uma data limite para o pagamento, fazendo com este passe por uma factura normal. Quem não lê o texto (onde se explica em 3 línguas que o pagamento é voluntário) naturalmente assume que a factura é mesmo para pagar.
Calculo que outras organizações que dependam de pagamentos voluntários façam o mesmo. Esperto, não é?

4 thoughts on “Afinal não é só na igreja católica

  1. Entäo mas desses pervertidos, algum é mulher? Seria interessante saber se só acontece com homens, e aí acaba-se com os padres nas Igrejas todos, ou se é mais um caso de uma percentagem geral na populaçäo que säo abusadores, independentemente do sexo ou da seita a que pertençam. O mais que pode dizer é “häo animais em todas as seitas, como em todas as sociedades”. Ou zoociedades?

    Quanto à “data-limite”, se calhar é obrigaçäo legal que as facturas-recibo tenham essa “data-limite”. Talvez para obrigar ao ordenamento cronológico das facturas, i.e., näo aparece a factura n.o 1000 emitida após a factura 856 e por aí fora. Se faltar as facturas n.o 255, 546, e 976, abatem-se. Mas as recebidas estäo ordenadas
    É que o combate à fuga fiscal tem destas “mariquices”! 😉

    Se for apenas e só para dar a ideia que é “mais uma conta” e o pacóvio paga sem ler (sinal de que tem que chegue e sobre), só tenho a dizer que eu sou um dos que advoga que retirar o dinheiro a quem näo se dá conta de que está a ser explorado é fazer-lhe um favor, näo vá ele gastar esse dinheiro em excesso em parvoíces

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  2. “Quanto à “data-limite”, se calhar é obrigaçäo legal que as facturas-recibo tenham essa “data-limite”. “

    É a chamada doutrina “se calhar”…
    E chama-se factura quando o pagamento é voluntário?

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  3. Ouve, fizeste uma pergunta, dei uma resposta possível, de boa fé, e educadamente.
    Esperava resposta ao mesmo nível. Como tal näo aconteceu, aqui vai:
    Olha, até lhe podes chamar “papel higiénico” ou “lenço de assoar”, SE CALHAR neste país todas essas contribuiçöes säo tratadas e taxadas como facturas, até acharia muito bem. Näo trabalho no Verotoimisto, portanto näo sei.

    SE NÄO GOSTAS DA MINHA RESPOSTA, PERGUNTA À TUA SEITA, OU VAI VER OS JOGOS DO TEU CLUBE NA “CHAMPIONS’ LEAGUE” DE 2010/2011! Boa nöte.

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