Caros concidadãos,
Abro desta forma a minha pré-campanha para as europeias de 2013, que é para fazer as coisas bem e com calma, ganhar balanço (“create momentum”, para o António), e mobilizar as massas. 🙂
Deste modo, eis os pontos fundamentais das minhas propostas legislativas para o PE:
1 – Ilegalizaçäo imediata e irrevogável dos sacanitos (vulgo “leggings”) em todo o espaço da UE, excepto se forem utilizados como parte do vestuário de trabalho, tal como nos campos de arroz (que aliás, foi para isso que os inventaram). 😆 Quem achar mal (pitas e, tipo, finlandesas) têm collants, calças, meias, … se näo sabem que parecem umas palhaças, a gente ajuda à mudança. 
2 – Imposiçäo de um limite máximo de 4 dias de trabalho por semana, com a consequente reduçäo do salário. 😯 Teremos menos dinheiro a passar pela conta (sim, porque lá näo fica nada), logo compraremos menos m*rd*as, mas teremos mais tempo para disfrutar delas, em vez de estarem a ganhar pó na estantes, garagens, arrumaçöes, etc. Além disso, esta medida trará um decréscimo no desemprego, ao mesmo tempo que teremos mais tempo para estar com a família. 😀
3 – Limite de consumo de combustível para automóveis familiares (sim, incluindo os “jipes” que estäo imenso na moda, raios abrasem quem os compra 😡 ) de 5 litros/100km. Quem argumentar que o I&D é muito cara e que por causa disso têm de fechar fábricas (aumentando o desemprego) leva uma arrochada nos cornos, que as fábricas fecham na mesma, é tudo conversa da treta. 😈
4 – Criaçäo de um imposto europeu sobre transacçöes financeiras, principalmente para pagar o dinheiro que foi enterrado nos bancos e similares pelos Erários Públicos, porque afinal os bancos é que näo se precaveram. os ricos que paguem a crise,väo para o c*r*lh*. 👿
5 – Quando me lembrar de mais logo ponho aqui… 8)
Adenda: ide aqui ao “EU Profiler” para ter uma ideia em quem votar!

Buddy,
como é que reduzes o desemprego reduzindo tanto a carga de trabalho como a massa monetária? Não há criação de valor, no jobs… queres uma sugestão de good readings para Macro? 😉
Totalmente apoiado o ban dos sacanitos. Coisas horrorosas, ainda por cima neste verão tão quente…
Como nestas eleições não concorres sugiro aos leitores que considerem a candidatura do Rui 🙂
Adianto mais uma medida:
6- Limite de 8 smiles per blog post…
A matéria em análise é simples: como disse Giuliano Amato ao apresentar a proposta de lei das 35 horas semanais no Parlamento italiano há 10 anos “trabalhamos menos, trabalhamos todos”.
A questäo da criaçäo de valor e do crescimento é uma questiúncula falaciosa, porque há que reconhecer uma verdade que vai, quiçá, contra o senso comum: “crescimento económico” NÄO É igual a “prosperidade”. Como? Exacto! Por exemplo, neste momento gastam-se 1/2 da energia mundial apenas para *manter* a economia num certo nível, sem que isso traga qualquer aumento na prosperidade. Porque crescimento e prosperidade dependem ambos de outra coisa: o EXCEDENTE.
Recomendo-vos que vejam o seguinte:
http://www.youtube.com/watch?v=k1KsFDLZ3B4
Estás a misturar crescimento com (sub)emprego. Se queres uma semana de 35 horas é uma coisa, se queres reinventar a distribuição do produto é outra e não me venhas com falinhas mansas pela porta das traseiras.
A economia näo é uma ciência exacta como muitos querem que seja, e como tal há muita mistura.
O que eu quero é que o povo näo ande descontente. E uma das formas para acabar com o mal-estar é precisamente acabar com o sentimento de frustraçäo que cada desempregado tem-além dos custos para o Estado que isso acarreta. O resto é “distribuir o mal pelas aldeias”.
E essa da porta das traseiras mando-te ir… enfim… onde te aprouver melhor. Tens ideias melhores que näo sejam só teoria? Ou gostas imenso de estar desempregado?
Lá porque a economia não é ciência exacta não quer dizer que passe a criativa, como certas contabilidades 😉
Querer acabar com o desemprego é bonito. Eu também quero paz no mundo, que não haja fome e não se morra de malária…
Leggings fora da UE! APROVADO!
Mas permitam-me recomendar uma excepção à lei:
permitir o uso de leggings se de alguma forma o “espaço entre o final da pseudo-calça até ao pé estiver tapado”, ou seja: na utilização de botas altas e quando forem utilizadoas as “perneiras”, tão habituais nas bailarinas por exemplo 🙂
sobre o trabalho de 4 dias/semana: APROVADISSIMO!
Se hoje há falta de emprego para todos, esta redução dos dias de trabalho teria, teoricamente, um aumento de 20% no número de postos de trabalho! Mais emprego = mais estabilidade, menos diferenças sociais, menos marginalidade…
Além disso há outro factor que considero muito pertinente: se hoje as actividades extra-trabalho são consideradas tão importantes quer a nível pessoal quer a nível económico, quer a nível cultural, então deve ser criado o espaço para que elas possam ser executadas:: Tocar um instrumento musical, voluntariado, artesanato, pertencer a uma associação, trabalhar para a comunidade, dedicar-se a um desporto sem ter que sacrificar a carreira…
Vivemos com mais coisas que nunca, temos facilidade em ter muito mais que alguma vez na história do ser humano teve… e no entanto não conseguimos aproveitar nada… e quando o conseguimos, estamos velhos demais para disfrutar disso…
No entanto, aqui no “burgo” já me contentava se houvesse o respeito pelas ditas “40h” que estão por lei…
… Os “bosses” não as respeitam, fazem pressão psicológica para “obrigar” a fazer o “muito para além desse horário”… depois é uma prática generalizada que se tem instaurado… e esta gente mentecapta em vez de dizer “NÃO” há sempre um BURRO que diz “ah eu tou bem assim” só para f”$”der os outros…
Depois: quando alguém como eu pede, até de uma forma diplomática, aquilo a que tem direito… parece que está a exigir algo absolutamente exagerado, ridículo, absurdo…
…vêem com histórias de “picos de trabalho”, que “é preciso dar mais de nós para crescermos…”
…A história dos picos até concordo, se forem equilibrados: se a média deve dar 100%, devem ser compensados os 150% num dia, com 50% no outro… no entanto a realidade é outra: 250% num dia, a serem compensados com 150% do outro… eu não sou muito bom a matemática… mas dá-me a parecer que isto é uma média permanente acima do dito “normal”…
A realidade é que esse “extra” é compensado com “nadas”… e ao fazermos as contas, apercebemo-nos que um servente de pedreiro ganha “mais à hora” do que um licenciado…
Inspecções de Trabalho? Denúncias? Sim, tudo é possível… As denúncias são sempre difíceis de passar do papel, a justiça demora tanto tempo a resolver as coisas que quando as resolve, já a pessoa tá tão queimada que nunca mais arranja emprego em lado nenhum… porque patrões e gestores nunca ninguém os vê atrás de grades…
Este clima de “medo” que se instaurou, este viver no “limbo” da pobreza, faz com que a cobardia vença, por uma questão de sobrevivência… é preferível uma migalha, do que exigir o pão e depois não o ter e passar fome…
Seguindo a sua pertinente analogia, direi que nesse caso o melhor é começar a cozer päo em casa… ou ir assentar tijolo.
Aqui na Finländia já häo “chico-espertos” que tentam fazer os estrangeiros trabalhar nesse sistema de “horário flexível com ordenado fixo”, porque os finlandeses (especialmente se sindicalizados) näo väo nessa cantiga. Mas em Portugal só os “vermelhunços” se sindicalizam.
Nada como o cartäozinho com as horas… depois compara-se os resultados com as horas trabalhadas, e se houver abusos, cortam-se as vazas. Se houver correlaçäo entre horas de trabalho e resultados, o excesso é dado em tempo de férias.
Quanto à sua excepçäo relativamente aos sacanitos (leggings), näo aceito, porque qualquer das opçöes apresentadas pode ser usada mesmo com bota alta, sem detrimento do conforto. Como princípio, a meia (ou o que fizer de meia) deve começar *nos dedos dos pés* e seguir para cima, podendo acabar no tornozelo, joelha, cintura, QUIÇÁ no peito ou mesmo pescoço.
A *única* excepçäo é mesmo se for parte do uniforme de trabalho, tipo, para a apanha do arroz.