Há um texto irritante que circula por email e, por via destes, nos blogs que pretende apresentar uma comparação entre portugal e a finlândia na educação.
O texto deve ter sido inspirado numa visita de estudo a uma escola modelo ou num documento dos burocratas dos ministério da educação finlandês. Na realidade, é que ele não foi. Só para dar um exemplo o primeiro ponto da lista “1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;” não tem ponta por onde se lhe pegue.
Na Finlândia as turmas têm, seguramente, mais do que 12 alunos. Existe até, pelo menos um caso, de uma turma de 35 alunos. Imaginem a irresponsabilidade e o dano permanente que tal causaria naqueles alunos se este fosse um caso isolado perante um mar de escolas com turmas de 12 alunos – aqueles cidadãos estariam à partida marcados como de segunda classe e destinados a ver outros estudantes passar-lhes à frente por directa negligência da escola.
Não acho nada positivo que haja mais 5 ou 10 alunos nessa turma ou escola do que nas restantes, mas por aqui se vê quão longe da realidade está a comparação.
O ensino na Finlândia é indubitavelmente melhor do que aquele que recebem os portugueses mas é irrelevante e até contraproducente basear a crítica num modelo não aplicável, fortemente apoiado num ensino superior de qualidade e que neste caso concreto não passa de uma mistificação.
Clique para ler mais críticas à comparação.

Pois há… DUAS! 👿
ou melhor, HÃO!
Hão turmas na Finlândia com 35 alunos?
Hão hão… tipo DUAS!
Se calhar são mais do que as turmas com 12 alunos… 😉
Não te posso garantir… mas poderá ser possível!
“Aconteceu uma coisa terrível na Educação: tudo tem de ser divertido, nada pode dar trabalho”
19.01.2009, Bárbara Wong
Os livros levam Alice Vieira às escolas. Há 30 anos, falava de Rosa, Minha Irmã Rosa aos alunos dos 3.º e 4.º anos, hoje fala sobre o mesmo livro aos estudantes dos 7.º e 8.º. “Alguma coisa está mal”
O resto da reportagem em:
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=/main.asp?c=A&dt=20090119&id=15609817