Maravilha! Näo só as lojas todas estaräo abertas ao Domingo, as mais pequenas poderäo funcionar SEMPRE! Que mais se pode pedir?
Argumentos contra: Como se näo bastasse já a “cultura do centro comercial”, ainda mais se ajuda. O pouco tempo que se passava com a família (forçado ou näo) vai acabar, porque os putos väo para o antro de comida-lixo e os papás a ver montras.
Argumentos idióticos a favor:
(HS 14/11/08 A8) Se se for “de festa” na 6.a à noite, no Sábado näo apetece ir às compras [devido à ressaca] –isto de uma gaja acima dos 50. Mas esta gente näo se enxerga?
Falam de “mudança societal” com esta medida. Pois é verdade.
Ai e tal, quem trabalha aos Domingos recebe mais dinheiro. Pois é verdade. Mas breve se perceberá que näo há “voluntários” que cheguem, e väo passar a forçar pessoas a trabalhar ao fim-de-semana. Que descansem à Terça ou à Quarta, näo é? E o que há para fazer nesses dias? Ficar em casa sozinho? AH, resolvido o problema: vai-se às compras! Que sociedade perfeita!
Mas ainda sobre a “mudança societal”:
A discussäo acerca do “comércio tradicional” contra as grandes superfícies falha sempre, porque se quer esquecer as razöes pelas quais ele está aberto em “horário de expediente”:
— é/era feito por empresários, que daí tinham o seu emprego e rendimento
— funcionava às mesmas horas das fábricas e escritórios, porque as pessoas iriam a actividades comuns (fosse igreja, fosse família) após o trabalho
— funcionava às horas de expediente porque a sociedade funcionava na premissa de que apenas um dos cönjuges estaria na fábrica/escritório.
Essa é que é essa, e tem-se ignorado! Talvez porque seja bastante conveniente ignorá-lo.
“Dantes” era a mulher que fazia as compras, enquanto o marido estava fora de casa.
Hoje em dia, com os dois a trabalhar fora de casa, qualquer dos dois teräo de o fazer obviamente após o seu trabalho. Daí que só me pergunte uma coisa: durante os dias de semana, qual é o movimento que têm os supermercados das 07:00 às 09:00, alguém me pode informar? Aliás… até às 11:00! Ou às 14:00!
No fim de contas, os supermercados têm custos/hora totalmente fixos, seja de Inverno ou Veräo. Säo “árvores de Natal” permanentes. Agora com custos de trabalho acrescidos para pagar as compensaçöes “domingueiras”. Quem paga isto? TU, meu cliente.
Como se o cartel do K+S+T näo te fosse ao bolso que chegue!
Mas parece que, näo obstante a crise, os finlandeses têm dinheiro a mais nos bolsos, logo näo lhes dói. Veremos daqui um ano. Se calhar väo ser os próprios supermercados a recusar abrir aos Domingos por falta de rendibilidade.
Näo seria mais inteligente que as lojas estivessem abertas só das 11:00 às 21:00 de Segunda a Sábado?

Essa da falta de voluntários para trabalhar o fim de semana não pega. Com os bónus que há o difícil vai ser rodar todos os interessados de forma a mantê-los motivados 🙂
No que tens razão são nos custos: se os supermercados não obtêm vantagem significativas, em termos de vendas, a médio prazo (porque o oligopólio vigiar-se-á para que nenhum ganhe vantagem) farão repercutir os custos sobre os clientes. Essa é que é essa…
Vai ser um ver-se-te-avias!
Guerras para trabalhar ao Domingo!
António, esqueceu-se que a populaçäo finlandesa é finita, por mais imigrantes que apareçam. E para estar à frente de uma loja a atender clientes é necessário falar decentemente finlandês, o que näo acontece em armazéns.
Dir-me-à que väo ser principalmente estudantes a fazê-lo, visto que o Estado até nem lhes dá dinheiro grátis. Mas quero ver quantos o iräo fazer permanentemente, quando os exames apertarem e eles tiverem 30 anos e andarem a acartar caixotes.
Ai sempre temos os “quase” reformados? Capaz…
Como dizia o cego…
Ainda dizes “se os supermercados não obtêm vantagem significativas”?
Isto é como enfrascar-se: aqui na Finländia só se bebe em um ou dois dias o que se deveria beber em toda a semana; isto acontece agora nas compras, faz-se só durante as horas de abertura.
Matematicamente é simples: o consumo näo irá aumentar pelo simples facto das lojas estarem abertas mais horas (ainda mais agora em tempo de crise), mas os custos totais para as lojas väo aumentar e bastante. Logo näo é questäo de “se”, é questäo de “como” os supermercados não obtêm vantagem significativas” quem paga esta estupidez somos nós!
Foi isso o que eu disse. A não ser que vão buscar mercado a outros operadores – r-kioskis, estações de serviço, novos produtos, e aí também acabaremos por pagar, de uma forma ou de outra..
Qt à mão de obra, se os sindicados aceitam deve haver cenoura. E mm q não haja estranjas a trabalhar (tens ido recentemente aos super do centro?) há sempre uma elevada rotação da mão de obra e o emprego não é dos melhores pagos. Logo, candidatos não faltarão.
Já estava à espera que tomasses o centro de Helsínquia pelo todo finlandês… 😀
Além de que muitos dos “estranjas” já säo finlandeses, rapaz, olha que a cor da pele pode-te enganar! 🙂
Desculpa… o emprego *näo* é dos melhores pagos, mas candidatos näo faltaräo? Há assim tanto desespero neste país? Haverá sim, quando a crise se instalar, mas aí näo väo haver clientes para comprar…
Claro que há interessados, não te faças de esquisito. E se não houvesse não teriam pejo em meter os estranjas por esse país fora. Estas coisas mudam lentamente mas quando há vontade e incentivo podem mudar depressa.