Pai, porque n�o joga o Cristiano Ronaldo?” perguntou-me o J (7) durante o jogo com a Su��a. Menti-lhe: “ah, este jogo n�o � importante.” e tentei explicar-lhe que Portugal j� estava apurado. Felizmente, J adormeceu no sof� antes do primeiro golo sui�o.

Como emigrante, sabia bem que este era um jogo que Portugal n�o podia perder.
Se a mim n�o me animava qualquer desejo de desforra da vida para com os locais (antes calar as vozes que teimam em recordar o 1-4, do amig�vel no Bessa em 2002) compreendo que ser portugu�s na europa central n�o seja particularmente prestigiante e recordo-me de um recente epis�dio em que as autoridades educativas su��as carimbaram os portugueses como maus pais e educadores.

Quase t�o importante como vencer a competit�o, era, par muitos dos portugueses a� residentes, demonstrar aos nativos que poderemos ser t�o bons ou melhores que eles nalguns dom�nios – ou talvez, convencer-mo-nos a n�s pr�prios de que o somos. Afinal � s� um jogo de futebol?

N�o culpo particularmente o Scolari pelas mexidas na equipa. Fez o mesmo que outros, embora com menor mat�ria-prima. Portugal teve azar (bolas na trave), duplo azar (penaltis que o �rbitro nunca marcaria no �ltimo jogo da equipa organizadora j� desqualificada). E teve tamb�m falta de atitude, de empenho e de respeito pelo advers�rio e pelos emigrantes. N�o ficar� nada bem na hist�ria como a �nica vit�ria dos sui�os no Europeu.

PS: durante o primeiro jogo de Portugal algu�m falou numa gr�fico do HS que apontava os portugueses como os preferidos dos finlandeses para vencer o Euro (quem gostaria que vencesse o Euro?, publicado na quarta ou quinta-feira anterior.) Se algu�m tiver uma c�pia e quiser partilhar com os leitores envie-mo por email, sff.

2 thoughts on “A “traiçãozinha” da selecção nacional

  1. “Pai, porque joga o Cristiano Ronaldo?” não me perguntou-me a C (1) durante o jogo com a Alemanha. Mentir-lhe-ia: “ah, porque ele vai fazer algo que justifique chamarem-lhe o melhor do mundo.” e tentaria explicar-lhe que Portugal passava sempre à rasca com uma manobra do número 7. Felizmente, C já dormia e nem quer saber nada de futebol.
    Pois, mas o 7 que milagrosamente nos safava sempre era o Figo… pronto, já entendi, não é só da camisola…

    Com os suíços, também não culpo o Scolari pelas mexidas na equipa. É natural. Dá-se até a oportunidade do banco se mostrar, visto haver lá vedetas que se queixam de ficar à sombra dos “do costume”. Mostraram que não são opções.
    No Euro2000, a “2.a equipa” deu 3 secos aos panzers e mandou-os pra casa. Agora, no único jogo em que Ricardo se portou bem, o resto andou a ver se o gel não escorria para o lado errado da tola…

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