[Esta entrada é a continuação do artigo da semana passada: A tua mãe não te preparou para as raparigas finlandesas.]

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Ao longo da sua adolescência e juventude, uma portuguesa recebe repetidas advertências da sua mãe acerca da natureza dos rapazes. «Os rapazes fazem isto, dizem isto e só querem aquele outro», vocês sabem ao que me refiro. Os rapazes, educados para ser predadores, também recebem algumas advertências mas de forma alguma estão tão preparados como as raparigas. Então quando se tratam de nórdicas, os portugueses e latinos em geral, estão completamente à nora.

Elas são bonitas, loiras e educadas. São directas e quando um tipo se chega ao perto, elas dão bola. Não só respondem como tomam a iniciativa. Na agora de selar o acordo elas não agem como se tivessem o rei entre as pernas. Um rapaz do sul da Europa fica facilmente de joelhos com estas deusas nórdicas.

Se perguntarem a um grupo de estrangeiros o que eles pensam das finlandesas as respostas deles poderão variar, consoante eles acabem de chegar à Finlândia (incríveis, bonitas, inteligentes) ou se tratem de emigras a viver cá há vários anos. As respostas destes variam consoante a situação do interlocutor, desde a indiferença, a desilusão, os epítetos pouco ou nada elogiosos, até ao ressentimento de quem se sente ter desperdiçado anos da sua vida em vão ou ter sido enganado. Só excepcionalmente terão aquele entusiasmo quase infantil dos seus tempos de rapazolas novatos na Finlândia.

O que se passou, então?

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