Por razões óbvias raparigas, morenas ou branquinhas como a neve, desfilando semi-despidas pelas ruas da cidade não são muitas durante esta época do ano: há um desfile de Carnaval em Helsínquia, normalmente por alturas das festas da cidade (12.06). Nesta altura do ano isto é o que há:

Carnaval de inverno na Finlandia
Carnaval de inverno na Finlandia

Laskiaissunnuntai e Laskiaistiistai é a tradição que cá decorre 7 semanas antes da Páscoa. Vai-se para os montes e toca a descer até lá baixo, de preferência usando um trenó. Normalmente com roupas.

O casamento, ou união, é porventura a principal razão pela qual os machos portugueses chegam até estas terras periféricas. Já as razões pela quais permanecem poderão ser outras…

Voltando ao casamento, é na Finlândia muitas vezes um ritual simples, muitíssimo menos extravagante que em Portugal e por vezes mero acessório – muitos casais finlandeses não se casam, razão pela qual quase 1/4 dos casamentos registados em 2009 na capital finlandesa foram com ou entre cidadãos estrangeiros.

Existem algumas tradições locais que poderão surpreender os convivas de outras culturas. Continue reading

Da próxima vez que um nativo deste belo país lhe vier martelar os ouvidos com o hino “Equality, in Finland women have equal rights” é favor agraciar o dito (normalmente “nativa”, uma jovem entusiasta mas também ingénua qb) com o relato de episódios como este:

The recent rape of a 16-year-old girl by a policeman has raised debate on how sex crimes are penalized in Finland. The policeman who got the girl drunk and raped her twice was handed a suspended sentence [dois anos de pena suspensa].

Quite astonishingly, the courts handed down a multi-year prison sentence last year for cigarette smuggling.

FONTE: YLE – Finland Home to Some of Europe’s Lightest Rape Sentences

Exemplos deste tipo de justiça abundam por cá e até os poderão encontrar aqui neste blog. Os crimes de sangue, coisa de homem que é homem e que por isso é capaz de perder as estribeiras, têm frequentemente sanção menos penalizadora que os crimes económicos.

A ministra da justiça já prometeu legislação para proteger as crianças mas não creio que isso vá mudar muito. Aposto que as e os activistas destas causas estão muito mais angustiados perante a possibilidade algumas mulheres puderem aceitar vender o seu corpo num contracto entre adultos livres, como forma de pagamento da renda. Deve de ser pelo rendimento não declarado…