Já todos devem saber do massacre de hoje em Kauhajoki. Um palerma (mais um) decidiu que a melhor forma de manifestar o seu repúdio pela vida seria aniquilar os seus colegas e professores. Em 6 anos este é o terceiro caso, sendo o anterior bastante similar no modo de operação: vídeos no youtube e entrada de surpresa na escola. Temo que não fique por aqui, o que menos faltam são palermas armados em copycat.

E também não faltam armas: a Finlândia é, depois dos EUA e do Iémene, o país com mais armas per capita. Este conseguiu a licença há um mês e teve tempo para colocar vídeos no youtube e fui até entrevistado ontem pela polícia. Os americanos que amam a sua liberdade de ter arma dizem que “guns don’t kill, people do” mas eu estou convencido que o verdadeiro problema está na combinação pessoas com armas.

Se fosse nos EUA estaria-se a falar de uma cultura de violência e de armas. Espero que os locais, tão críticos dos americanos, possam reflectir sobre as verdadeiras razões desta violência e não deixem sob o tapete dos casos isolados ou pior, da especificidade cultural.

Mais informação:
notícia no Público
Helsingin Sanomat (Em inglês, mais informação no rodapé)

O BCE injectou 30.000.000.000 € (30 mil milhões) 100.000.000.000 € (100 mil milhões) no mercado para “acalmar os mercados financeiros”.
Pois é… para construir escolas, hospitais, enfim, melhorar serviços públicos, não, isso nem um (velho) tostão. Aliás, o Estado até se deveria desligar disso, e deixar tudo aos privados.
Agora salvar bancos que andaram 10 anos a brincar em serviço, emprestando sem olhar a riscos e demais coisas que vão contra todo o princípio económico de sustentação do próprio negócio (já para não falar do bom senso), isso tudo bem. Aí a “mão invisível” do mercado já não chega. Tem que ser a mão bem visível do BCE a corrigir.

Meus senhores: supostamente o bem do capitalismo é ter um mecanismo de selecção natural encastrado, onde quem faz cagada paga com a falência. Assim como estão as coisas, os bancos vão continuar na senda de fazerem coisas contra natura, que já sabem que os safam na boa.

Até pode haver aí um dos do costume a dizer “ai mas se os bancos vão à falência, é a crise de quem lá tinha o dinheiro como na Argentina”. Só digo: paciência! Tivessem-se informado, e retirado as suas economias provindas de hárduo trabalho desses “banquinhos” e metido noutros… ou, QUIÇÁ, debaixo do colchão!

E que vai provocar este influxo brutal e inopinado de massa monetária? Em primeiro lugar, desvalorização da moeda existente–ficamos automaticamente mais pobres.
E que mais? Inflação, pois claro.
Mas esperem, não é o objectivo primário e ulterior do BCE o controlo da inflação? É.
Como conciliar estas incongruências? Sobe-se a taxa de juro. Ai tão bom tão simples.

Então, por causa da estúpida actuação de bancos onde nem tenho dinheiro, não só fico mais pobre, como também, se porventura tenho de contrair um empréstimo (que só farei se for mesmo necessário), agora vou ter de pagar pelos caloteiros que viveram acima das suas possibilidades! E os bancos, em vez de falirem como merecem, estão na boinha…

Estou curioso por saber quem é o primeiro dos auto-denominados “capitalistas inveterados” a defender esta medida “socialista”–pior que isso, totalmente errada!

Mensagem enviada para a Lusofin d conta de uma exposio fotogrfica sobre a aldeia da Bemposta na HY:

“A Associaao Domvs Egitanae em colaboraao com a Universidade de Helsinquia (departamento de linguas romanicas) e a Embaixada de Portugal organizam uma exposio fotogrfica alusiva mais histrica aldeia do concelho de Penamacor, a Bemposta. A abertura ser no dia 25 de Setembro, pelas 16 horas, na Metsatalo, unioninkatu 40. A entrada livre e haver algum vinho portugus para os convidados.”

Algum vinho portugus? Estaro a contar apenas com a presena dos nativos? 😉