[Esta entrada é a continuação do artigo da semana passada: A tua mãe não te preparou para as raparigas finlandesas.]

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Ao longo da sua adolescência e juventude, uma portuguesa recebe repetidas advertências da sua mãe acerca da natureza dos rapazes. «Os rapazes fazem isto, dizem isto e só querem aquele outro», vocês sabem ao que me refiro. Os rapazes, educados para ser predadores, também recebem algumas advertências mas de forma alguma estão tão preparados como as raparigas. Então quando se tratam de nórdicas, os portugueses e latinos em geral, estão completamente à nora.

Elas são bonitas, loiras e educadas. São directas e quando um tipo se chega ao perto, elas dão bola. Não só respondem como tomam a iniciativa. Na agora de selar o acordo elas não agem como se tivessem o rei entre as pernas. Um rapaz do sul da Europa fica facilmente de joelhos com estas deusas nórdicas.

Se perguntarem a um grupo de estrangeiros o que eles pensam das finlandesas as respostas deles poderão variar, consoante eles acabem de chegar à Finlândia (incríveis, bonitas, inteligentes) ou se tratem de emigras a viver cá há vários anos. As respostas destes variam consoante a situação do interlocutor, desde a indiferença, a desilusão, os epítetos pouco ou nada elogiosos, até ao ressentimento de quem se sente ter desperdiçado anos da sua vida em vão ou ter sido enganado. Só excepcionalmente terão aquele entusiasmo quase infantil dos seus tempos de rapazolas novatos na Finlândia.

O que se passou, então?

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No Juhannus do ano passado notei um grupo de turistas lusos, rapazes educados e bem vestidos, a assistir ao jogo da selecção num dos bares da cidade. Um dos rapazes engraçou-se com uma rapariga e vi-os mais tarde noutro bar. Os rapazes pareciam estar a jogar um desporto colectivo, revezando-se na tarefa de ajudar o amigo a entreter e atrair a moça e quiçá este tivesse sorte…
O nosso herói ainda não tinha assimilado a sorte que lhe caíra do céu, e estava até um pouco desorientado. A moça, essa, dava sinal de enfado. Estive até tentado a ir ter com ele e perguntar-lhe porque esperava: “Oh pá, olha que ela tem a escova de dentes na mala.” A mala dela era realmente muito grande.

Recordo-me de a ter visto ao final da noite na companhia de um local. Não sei o que se terá passado mas se pedissem um palpite diria que o rapaz não percebeu que o prémio era ele. Que ele não se apercebeu que ela estava “ganha” quase desde o momento em que que ela o viu e que não havia necessidade de a conquistar. E que as tentativas dele para a convencer dos seus talentos apenas serviram para a aborrecer e convencer que afinal o rapaz não tinha muito jeito para coisa.

A verdade é que um encontro sexual em Helsínquia é bastante mais acessível do que os portugueses estão habituados. Basta determinação suficiente, um critério suficientemente “largo”, uma pontinha de sorte e… ser fácil. Um português chega com a mentalidade de que conseguir alguma coisa é “ter sorte.” Já entre as locais, há muitas que que partem à conquista. E que acham que um rapaz com determinadas características é um prémio apetecido… Muitas não hesitam em fazer-lhes a corte. As mais hábeis deixam-se seduzir, tal como as latinas. Mas a maior parte é bastante transparente nas suas intenções, que só a nossa mentalidade de escassez nos impede de ver.

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